terça-feira, julho 25, 2006

Telefónica deixará Portugal Telecom, diz jornal

Fonte: Info Online

O grupo espanhol de telecomunicações Telefónica planeja entregar sua participação de 9,9 por cento na Portugal Telecom para a oferta de aquisição da companhia feita pela Sonaecom, publicou o jornal La Vanguardia na segunda-feira.
Representantes da Telefónica não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.
O La Vanguardia informou que a Telefónica já informou autoridades portuguesas sobre a planejada venda de sua participação.
A publicação acrescenta que a Telefónica deve levantar cerca de 1 bilhão de euros com a venda, recursos que poderão ajudar na compra dos 50 por cento da operadora celular Vivo que estão nas mãos da Portugal Telecom.
A Telefónica divulgou em maio que planeja comprar o restante da Vivo no próximo ano e meio. A Vivo, maior operadora celular do Brasil, está avaliada em cerca de 6 bilhões de euros.
A Sonaecom, unidade de telefonia e Internet do conglomerado português Sonae, fez uma proposta de aquisição hostil da Portugal Telecom por 11,1 bilhões de euros.
Às 8h07 (horário de Brasília), as ações da Portugal Telecom operavam em alta de 0,21 por cento e as da Telefónica exibiam valorização de 0,62 por cento.

Vivo e AmBev são as marcas mais lembradas da Copa

Fonte: Valor Econômico

Vivo e AmBev foram os patrocinadores oficiais da Seleção Brasileira de Futebol mais lembrados pelos telespectadores ao final da Copa do Mundo da Alemanha. Entre os patrocinadores internacionais, Adidas e Coca-Cola saem na frente dos demais com 14% das citações. Os dados fazem parte de pesquisa realizada imediatamente após o término da Copa com 1,7 mil pessoas, pela agência de publicidade DPZ e obtida com exclusividade pelo Valor.

Para a diretora de pesquisa de mídia da agência, Adriana Fávaro, a longa trajetória da Coca-Cola no patrocínio esportivo, em especial a presença da companhia no futebol, justificam o bom índice de citações. Por outro lado, patrocinar várias seleções, ser fornecedora oficial das bolas e do uniforme dos trios de arbitragem favoreceram a Adidas. McDonald's, com 5% de lembranças, e Mastercard, com 3%, fecham o quadro de patrocinadores internacionais do mundial mais citados pelos brasileiros.
A pesquisa da DPZ mostra ainda que pessoas das classes A e B são as que mais lembram dos patrocinadores - 87% delas citam pelo menos uma marca internacional envolvida com a Copa do Mundo.
Já no mercado interno, Vivo e AmBev se beneficiaram por aparecer nos uniformes de treinos da Seleção Brasileira durante o período de preparação antes do início dos jogos. A Nike - patrocinadora oficial do material esportivo utilizado pela Seleção Brasileira - é citada por 14% dos entrevistados.
A pesquisa mostra ainda que, na comparação com Copas anteriores, subiu a presença feminina diante dos televisores durante os jogos do Brasil. Neste ano, 54% da audiência foi de mulheres - na Copa de 1998 elas eram 53% da audiência e na Copa de 2002 representavam 48%.
Segundo Adriana, a Copa movimentou R$ 3,5 bilhões em promoções e campanhas sendo que dos 1,7 mil entrevistados, 9% participaram de alguma promoção relacionada ao mundial.

Direção da Audi admite que errou ao construir uma fábrica no Brasil

Fonte: Valor Econômico

A poucos dias do fim da produção do A3 no Brasil, a direção da Audi na Alemanha admite ter errado na avaliação de que poderia produzir automóveis no país.
"Em 1996 e 1997 todos queriam ir para o Brasil, mas o mercado não se desenvolveu como esperávamos. Pode ter ocorrido um erro nosso de avaliação", diz o gerente de venda da Audi para o Brasil e América do Sul, Peter Englschall.
A empresa, que pertence ao grupo Volkswagen, confirma que vai encerrar em agosto a produção do modelo A3 na fábrica de São José dos Pinhais (PR).
O executivo lembra que, na época da construção da fábrica, havia uma paridade entre real e dólar. "Isso mudou e por isso aumentamos os preços e não conseguimos atingir o volume esperado", diz.
Segundo ele, uma fábrica precisa atingir a capacidade de 50 mil a 70 mil unidades por ano para que a produção local seja rentável não só para a montadora, mas também para os fornecedores. "Nesse segmento de preços não dá para vender mais de 50 mil unidades no Brasil", completa.
Quando começou a produzir no Brasil, a Audi tinha planos de atingir um volume entre 20 mil e 30 mil unidades por ano, segundo Englschall. O melhor desempenho foi em 2001, com 12,5 mil veículos. Em 2007, quando se limitará à venda de modelos importados, a Audi prevê chegar a algo entre 1,5 mil a 2 mil veículos no Brasil.
A Audi não está sozinha no erro de cálculo. A também alemã Mercedes-Benz, uma marca do grupo DaimlerChrysler, ergueu uma fábrica em Juiz de Fora (MG) para produzir o Classe, um compacto da mesma faixa de mercado do A3. O projeto também foi abandonado quando a empresa percebeu que não conseguiria vender o volume calculado.
Englschall não fala em prejuízos. Ele diz que a operação no Paraná é rentável. O A3 é produzido numa fábrica compartilhada com a Volkswagen e onde a empresa alemã concentra a produção do Fox.
No entanto, o quadro de funcionários nessa fábrica tem diminuído e a empresa se prepara para demitir ainda mais dentro de um programa de reestruturação que atingirá as três fábricas de carros da Volks no Brasil.
Com os importados, a Audi se prepara para trazer as últimas novidades na Europa. O próximo lançamento, o A3 SportBack - mais nova geração do A3 na Europa na versão esportiva - chegará ao Brasil em setembro. Segundo Englschall, nos próximos seis meses serão lançados oito modelos no país.

segunda-feira, julho 24, 2006

Vivo investe R$ 1,08 bi em rede GSM

Fonte: IDG Now !

A tecnologia GSM (Global Systems for Mobile Communications) não será mais uma barreira para a prestação de serviços móveis pela Vivo. Nesta sexta-feira (21/07), a empresa que opera em redes com tecnologia CDMA (Code Division Multiple Access) anunciou sua investida em uma nova rede GSM/EDGE, que coexistirá com a atual (CDMA/EV-DO).
"A instalação da rede GSM/EDGE da Vivo será iniciada a partir da assinatura dos contratos de fornecimento. O investimento previsto (CAPEX) para a instalação desta nova rede é de aproximadamente 1,08 bilhão de reais", informa a empresa.
Com a nova rede, a Vivo passa a ser a única operadora brasileira a oferecer serviços móveis em dois padrões tecnológicos diferentes."Pelo fato da tecnologia CDMA ter telefones mais caros e pela restrição de cobertura no Brasil, a Vivo observou que a opção seria implantar uma rede GSM e migrar para a nova tecnologia à medida que os consumidores forem trocando seus aparelhos", avalia Eduardo Tude, sócio e presidente da consultoria Teleco.
A operadora diz não compartilhar com a visão de Tude, afirmando que manterá tanto os investimentos nas redes celulares de próxima geração,tanto em EDGE como em EV-DO, este já oferecido em alguns Estados brasileiros.
A experiência de operar em redes GSM foi aplicada no Chile, pela Telefônica Móviles, há quatro anos. Atualmente, segundo a operadora, 40% da base ainda permanece em CDMA.
Conforme explica a Vivo, a implantação da nova rede não interfere na oferta de serviços aos clientes atuais da Vivo com tecnologia CDMA.
A operadora informa também que o desenvolvimento da rede GSM ampliará sua gama de terminais, beneficiando-se de acordos de roaming com as demais operadoras, inclusive com as controladoras Portugal Telecom e Telefónica Móviles.

Microsoft confirma rival para iPod

Fonte: IDG Now!


A Microsoft confirmou que vai lançar um concorrente para o tocador MP3 iPod e para o serviço de música online iTunes, ambos da Apple. Em um anúncio por e-mail, a empresa disse que o novo player, chamado de Zune, é uma "família de produtos em hardware e software" que "agregará tecnologia e comunidade para permitir que clientes explorem e descubram músicas juntos". A Microsoft não deu informações específicas sobre como os novos produtos trabalharão juntos, mas disse que tem planos de ajudar a comunidade de clientes a conhecer novas músicas e outras opções de entretenimento junto às novidades em hardware e software.

Ferrari 599 GTB estará do Salão de SP


Fonte: Carsale

Confirmado o nome daquela que promete ser uma das maiores estrelas do Salão do Automóvel: Ferrari 599 GTB. A notícia foi ratificada pela assessoria de imprensa da Via Europa, representante da marca do cavalo empinado no Brasil. O lançamento mundial do superesportivo acontece durante o mês de agosto, com ações como o Ferrari Panamerica 20.000, expedição que cruzará no qual duas unidades do carro cruzarão o continente americano.Substituta da 575M Maranello, a 599 GTB Fiorano traz sob o capô motor 6.0 V12, de 620 cavalos, derivado da unidade utilizada na Enzo. O torque, de 62 kgfm, é alcançado a 5.600 rpm. Além disso, o propulsor tem potência específica de 103cv/l e relação peso potência de 2,6 kg/cv. Segundo a Ferrari, os números levam i superesportivo de 0 a 100 km/h em 3,7 segundos, atingindo velocidade máxima de 330 km/h.O câmbio da 599 GTB Fiorano é o F-1 SuperFast, de seis marchas, com módulos seqüencial e manual. Há ainda o F-1 SuperTrac, que controla estabilidade e tração por meio do uso de sensores. Estes recursos estão integrados no manettino, computador montado no volante, que gerencia as funções do modelo. O superesportivo tem 4,66 metros de comprimento, 1,96 m de largura, 1,33 m de altura e distância entreeixos de 2,75 m. As rodas medem 19 polegadas na dianteira e 20 na traseira. O Salão do Automóvel acontece entre os dias 19 e 29 de outubro, em São Paulo (SP).

sexta-feira, julho 21, 2006

Sadia aumenta oferta para comprar Perdigão

Fonte: Exame Online

Decidida a conquistar o controle da Perdigão, a Sadia aumentou, nesta quinta-feira (20/7), o valor que está disposta a pagar pelos papéis da concorrente. A empresa passou a oferecer 29 reais por ação, ante os 27,88 reais da proposta original divulgada no início desta semana. O novo valor será corrigido, a partir de hoje, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com o preço por ação reajustado em 4%, o montante total que a Sadia se dispõe a pagar pela Perdigão sobe de 3,7 bilhões de reais para 3,85 bilhões.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) havia concedido um prazo de 24 horas para que a Sadia reformulasse sua oferta ou a retirasse. O prazo venceria às 10 horas desta sexta-feira (21/7). O prazo começou a contar assim que a CVM recebeu da Perdigão os documentos exigidos pelo órgão, comprovando a efetiva recusa de seus acionistas à oferta original. Dez grandes acionistas, que detêm 55,38% do capital da Perdigão, rejeitaram a oferta por considerá-la aquém de suas expectativas e fora de sua estratégia de investimento.
O movimento já era esperado pelos analistas, que acreditam que a principal resistência dos atuais acionistas da Perdigão baseia-se no baixo valor oferecido pelos papéis. Relatórios de mercado apontam que o potencial de valorização das ações da Perdigão é elevado até o final do ano. Nos últimos meses, em contrapartida, a cotação sofreu o impacto negativo de várias crises sanitárias, como a gripe aviária e a doença de Newscastle. Além disso, o movimento da Sadia teria despertado o interesse de gigantes do setor de carnes, como a Tyson Foods, pela Perdigão.
O comunicado da Sadia não informa se a empresa recorrerá a novas fontes de financiamento para cobrir a oferta, no caso de sucesso. Os observadores afirmam, porém, que a linha de crédito aberta pelo ABN Amro Real já é suficiente para elevar o valor, sem buscar novos financiadores. O banco ofereceu até 4 bilhões de reais à Sadia, dos quais a empresa, inicialmente, pretendia utilizar apenas 3 bilhões.
Segundo a Sadia, os demais termos da oferta estão mantidos. Ou seja, a empresa continua condicionando o prosseguimento do negócio à adesão de acionistas que totalizem, pelo menos, 50% mais uma das ações da Perdigão. A companhia está disposta a realizar um leilão de compra dos papéis em 24 de outubro.

Rivais de carteirinha

Fonte: Veja São Paulo

Corinthians X Palmeiras

A rivalidade entre os dois times vem do berço, quando alguns imigrantes italianos deixaram em 1914 o Corinthians para se juntar aos fundadores do Palestra Itália. Nunca foram perdoados e, desde então, a disputa só aumentou. Neste domingo (16), os clubes farão seu 323º duelo. Até agora, o Palmeiras leva discreta vantagem.

Supla X Nossos ouvidos

O roqueiro Supla gravou cinco discos antes de participar do reality show Casa dos Artistas, em 2001. Felizmente, o único hit foi Garota de Berlim. Depois de virar fenômeno midiático e queridinho até da criançada, o primogênito de Marta e Eduardo Suplicy estourou em vendas com o álbum O Charada Brasileiro. Por uns meses, as rádios não pararam de tocar suas músicas, entre elas a tosca Green Hair (Japa Girl), reapresentada numa nova roupagem. Para os ouvidos sensíveis, um aviso: em breve o papito deve lançar seu décimo CD.



Daniella Cicarelli X Caroline Bittencourt

A união de Daniella Cicarelli e Ronaldo acabou depressa, mas uma birra nascida no dia do casamento, em 14 de fevereiro do ano passado, continua viva. Bem viva. Até hoje o santo da apresentadora da MTV não bate com o de Caroline Bittencourt, modelo que ela expulsou de sua festança pós-cerimônia, num castelo francês. O episódio desdobrou-se numa sucessão de alfinetadas de ambas por meio da imprensa. "Acho que ela deve ser muito ciumenta e insegura", afirmou a "penetra mais famosa do Brasil", como ficou conhecida na época. Ela alega que o convite de seu namorado, Álvaro Garnero, dava direito a uma acompanhante. A humilhação teve retorno financeiro: seu cachê subiu de 1 000 para 15 000 reais. Caroline admite que se recusa a comparecer a lugares onde poderá esbarrar com Cicarelli. "Prefiro não encontrá-la e deixar essa história no passado", diz. Sua rival, veja só, apóia a operação abafa: "Agora só quero paz e amor".


Albert Einstein X Sírio-Libanês

Trata-se, literalmente, de uma rivalidade saudável. Daquelas que dão orgulho ao paulistano. Centros de referência em medicina, os hospitais Albert Einstein e Sírio-Libanês destacam-se por suas unidades de terapia intensiva. A taxa de 8,7% de mortalidade na UTI do Einstein, por exemplo, é equivalente à dos melhores hospitais europeus e americanos. O Sírio-Libanês não fica atrás, com tratamentos oncológicos de primeira e capacidade para realizar 2000 tipos de exame diagnóstico.


McDonald's X Burger King

Depois de abrir 131 unidades na cidade e ficar quase 25 anos sem concorrentes, o McDonald's ganhou um rival à altura no ano passado. A cadeia americana Burger King, presente em 65 países, já inaugurou por aqui nove unidades – oito delas coladinhas às lojas do McDonald's. O duelo do fast-food promete esquentar. Até 2010, a nova rede planeja ter cinqüenta lojas em São Paulo.


Lu Alckmin X Rogério Figueiredo

Durante dois anos, o estilista Rogério Figueiredo confeccionou roupas ma-ra-vi-lho-sas para a ex-primeira-dama Maria Lúcia Alckmin. Eram vestidos de georgette, organza e outros tecidos nobres, vendidos em seu ateliê nos Jardins por até 5 000 reais. A seda rasgou – não no bom sentido – quando Figueiredo declarou, em março passado, ter presenteado a cliente do coração com 400 peças de alta-costura. Em ano de eleição, virou um prato cheio para os oponentes do marido dela, o presidenciável do PSDB Geraldo Alckmin. Dona Lu afirmou ter recebido menos de quarenta peças, todas doadas a instituições de caridade. Persona non grata entre os tucanos, Rogério Figueiredo colhe os louros da rivalidade. "Agora sou conhecido nacionalmente", afirma o costureiro, que tem arquivadas todas as reportagens sobre o "vestido-gate" em que foi mencionado. "Foram 1430 matérias. Saí até em jornal no Maranhão."


Masp X Julio Neves

Este é o único caso em que uma das partes rivaliza consigo mesma. Desde que assumiu a presidência do Masp, há onze anos, o arquiteto Julio Neves parece desdobrar-se para tornar o museu seu maior adversário, e não para mantê-lo como sempre foi, o endereço de arte mais cintilante da cidade. Polêmica, sua gestão coleciona iniciativas criticadas, a exemplo das alterações no projeto original de Lina Bo Bardi, idealizadora do prédio da Avenida Paulista. Apesar de boas mostras pontuais, como a do impressionista francês Edgar Degas (1834-1917), atualmente em cartaz, o endereço afunda em dívidas e situações vexatórias. A mais recente foi um apagão ordenado pela Eletropaulo por falta de pagamento da conta de luz.


Motoristas X Motoboys

Surgidos na década de 90 como a única solução para entregar documentos importantes (e a pizza do domingo) a tempo, os motoboys acabaram desempenhando os papéis de mocinho e bandido no trânsito caótico da cidade. Ninguém sabe exatamente quantos eles são. Estima-se que entre 170 000 e 350 000 motoboys circulem atualmente, sendo que a maioria não tem vínculo empregatício e chega a trabalhar durante dezesseis horas seguidas para receber, em média, 750 reais mensais. O resultado todo mundo que tem carro já sabe: espelhos retrovisores quebrados, xingamentos, buzinadas irritantes e três motoqueiros mortos a cada dois dias, segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego.


Sabrina Sato X Língua portuguesa

Quando ela usa o gerúndio, costuma omitir o "d" (e diz "ficano", "fazeno"...). Essa é somente uma das batalhas que Sabrina Sato trava com a língua portuguesa em suas aparições no programa Pânico na TV – e onde mais abre a boca. Num dos quadros do humorístico, do qual está temporariamente afastada, já cometeu barbaridades como escrever "cúelho", por exemplo. Mas a moça merece um crédito. A convite de Veja São Paulo, encarou um ditado cheio de palavras capciosas, como "exceção" e "ascensão". E não é que errou somente três de dez? Foram elas: "sombrancelha", "ponteagudo" e "empecilhio"). "Se fosse na sala de aula, acertaria todas", gaba-se. "Algum menino me daria cola." Ah, bom! Sabrina jura que sempre esteve entre as melhores da classe. "Meu problema é conjugação verbal."


Cláudio Lembo X "Elite branca"

Dois meses após o início dos atentados do PCC, os criminosos continuam a amedrontar os paulistanos. E parte da alta sociedade, a antipatizar com o governador Cláudio Lembo. Numa declaração estapafúrdia concedida quando os ataques começaram, ele culpou a "elite branca" pela onda de violência no estado. Socialites e colunáveis reagiram. A psicanalista Eleonora Mendes Caldeira foi a primeira a rebater as críticas. "Ele deveria pensar nas declarações que dá. Mostrou-se um neurótico", disse. Diretora da Dior, Rosangela Lyra comentou: "É um vice, né? A gente tem um governador que não 'lemba' e um prefeito que 'nunca sabe'".


Marco Antonio de Biaggi X Wanderley Nunes

Em número de atendimentos, Wanderley Nunes ganha. Seu Studio W conta com três endereços na capital e um fora de São Paulo, enquanto o MG Hair Design, de Marco Antonio de Biaggi, tem um único ponto. Mas em quantidade de cabeleiras estreladas por metro quadrado eles estão pau a pau. Pelo salão de Nunes passam Sandy, dona Marisa e Fátima Bernardes. Já Biaggi cuida das madeixas de Adriane Galisteu, Ana Paula Padrão e Caroline Bittencourt. Os dois cabeleireiros disputam o título de o melhor da cidade. "Concorrentes? Estão em Paris e Nova York. Por aqui, sorry...", esnoba Biaggi. Nunes reage à tesourada: "Ele é o melhor do mundo", ironiza. "O mais bonito, o mais moderno, o mais ético e o mais bem vestido de todos. Ah, o menos estrela também."


Adriana Vilarinho X Ligia Kogos

A lista de dermatologistas badalados da cidade inclui uns dez nomes. Mas dois deles não podem sequer cruzar o olhar nos congressos médicos. Ligia Kogos (acima , à dir.), dona de uma poderosa clínica na Avenida Brasil, nem pronuncia o nome de Adriana Vilarinho. Chama sua ex-pupila de "ela". Instalado numa bela casa perto do Parque do Ibirapuera, o consultório de Adriana não fica atrás. Ligia cuida da pele da rainha Silvia, da Suécia, enquanto sua concorrente atende Gisele Bündchen. Por acreditar que uma mulher precisa ser misteriosa, Ligia jamais revela sua idade. Aos 37 anos, Adriana provoca: "Para mim, não existe rivalidade alguma entre nós", diz. "Vocês deveriam ter escolhido alguém da idade dela."


Turma do Pânico X Clodovil

Os mocassins italianos não são a única coisa que o ex-apresentador Clodovil Hernandes carrega nos pés. Desde o começo do ano passado, estão lá, nos calcanhares dele, os humoristas do Pânico na TV. Primeiro o perseguiram para fazê-lo calçar as famigeradas sandálias da humildade. Clodovil esquivou-se de duas investidas dos humoristas e, na terceira, foi perseguido por dois carros, um helicóptero e até um trio elétrico. Conseguiu fugir, é verdade, mas acabou sendo demitido da RedeTV!, a mesma emissora dos seus rivais, por ter desabafado no ar sobre o incidente. E nem quando trocou a televisão pelo teatro o estilista teve sossego. Repórter Vesgo, Silvio Santos e companhia montaram uma caravana com dezenas de telespectadores para ajudar na bilheteria (capenga) do musical Eu & Ela, de sua autoria. Clodovil ficou apenas dois meses em cartaz.


Daslu X Shopping Iguatemi

Freqüentados pelos paulistanos endinheirados, os dois estabelecimentos vivem uma batalha não declarada pelo título de "templo do luxo". Pelo shopping da Faria Lima passam 48 000 pessoas diariamente, enquanto a megabutique recebe por dia 1 500 clientes. No quesito faturamento anual, a dianteira é do Iguatemi, com 1,2 bilhão de reais. O da Daslu, em 2005, foi de "somente" 260 milhões de reais.


Roberto Minczuk X John Neschling

Eles juram ser colegas e se dar muitíssimo bem. Nos bastidores, porém, a relação dos maestros John Neschling e Roberto Minczuk é pontuada por acordes pesados. À frente da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), Neschling despediu Minczuk quase oito anos depois de contratá-lo. Dizem que o sucesso de seu pupilo, que regeu quinze orquestras mundo afora e dirige o Festival de Inverno de Campos do Jordão, foi um golpe no seu ego. Hoje, Minczuk comanda 84 músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira, no Rio de Janeiro. Há quem acredite que, em alguns anos, ele ocupe o cargo de seu antigo mestre.


Grupo Rubaiyat X Grupo Fasano

O espanhol Belarmino Iglesias atracou em Santos na década de 50 com um mísero dólar no bolso e comanda hoje um império de cinco restaurantes da rede Rubaiyat, sendo um deles em Madri e outro em Buenos Aires. O sexto, dedicado a peixes, está em fase de finalização no Itaim Bibi. Bisneto de italianos, o paulistano Rogério Fasano se valeu da tradição familiar na gastronomia para montar uma refinada cadeia de doze casas (incluindo a Enoteca Fasano, o Baretto e dois restaurantes no Rio de Janeiro). O faturamento estimado de cada um ronda os 70 milhões de reais por ano. Iglesias serve 60000 couverts por mês. Já Fasano tem 50000 clientes. A próxima empreitada de Iglesias será mais um restaurante na Espanha, ao custo de 9 milhões de reais. Por 40 milhões de reais, Fasano ergueu um hotel dois anos atrás. E por aí segue essa rivalidade que, com muito fair play, só faz bem ao paladar paulistano.


Ocimar Versolato X Sandra Habib

Dois anos atrás, o estilista Ocimar Versolato ressurgiu das cinzas e abriu sete megalojas de uma única vez. O investimento declarado de 15 milhões de reais foi feito pela empresária Sandra Habib. Na época, os dois eram unha e carne. Seis meses depois, quando o castelo de areia ruiu, a amizade também acabou. A briga foi parar na Justiça e num livro autobiográfico escrito pelo estilista. Do ex-amigo, Sandra não quer mais saber. "Não vivo do passado", afirma. "Essa pessoa desapareceu da minha vida como uma bolinha de sabão, não sei se está viva ou morta."

Vila Olímpia X Vila Madalena

Um é reduto de mauricinhos. O outro, de uma galera com pose de intelectual. Freqüentadores dos bares e das casas noturnas da Vila Olímpia e os habitués da Vila Madalena não costumam se bicar. No site de relacionamentos Orkut, a maior comunidade de amantes da Vila Olímpia reúne mais de 76 000 pessoas, cinco vezes mais que os apaixonados pela Vila Madalena.


Gilberto Kassab X Popularidade

O prefeito Gilberto Kassab (sim, ele é o prefeito) já tentou de tudo: eventos nos mais variados becos da cidade, inaugurações de obras, aparições no mundo fashion... Mas parece que nada disso ajuda a levantar sua popularidade. Uma pesquisa do Datafolha feita entre 6 e 7 de abril revelou que 77% dos paulistanos não sabiam o nome do novo prefeito – que assumiu quando José Serra deixou a função, em 31 de março, para concorrer ao governo estadual. Sua "invisibilidade" já virou até piada entre assessores. Há pouco tempo, Kassab seguia para um evento em Carapicuíba, na Grande São Paulo, quando deparou com um congestionamento. Como estava próximo do local, disse ao seu segurança: "Vamos a pé. Ninguém me conhece mesmo..."


Luciana Gimenez X Adriane Galisteu

Para quem organiza festas, ter Adriane Galisteu e Luciana Gimenez num mesmo evento é sinônimo de trabalho extra. Tudo, claro, por causa da picuinha entre as duas. "Marco horários diferentes para a chegada de cada uma", conta o promoter Helinho Calfat. Graças a esse tipo de cuidado, foram raríssimas as vezes em que se esbarraram. Elas começaram a se estranhar quando Adriane trocou a RedeTV! pela Record e em 2001 foi substituída por Luciana no Superpop. O que elas dizem? "Nada a declarar."


Estadão X Folha

Essa disputa é secular. O Estado de S. Paulo foi fundado como A Província de S.Paulo, em 1875. A Folha de S.Paulo nasceu em 1921, com o título Folha da Noite. Na década de 80, tornou-se o diário mais vendido do país. No ano passado, sua circulação média foi de 287000 exemplares em dias úteis e de 360000 aos domingos. O Estadão registra, respectivamente, tiragem de 215000 exemplares e de 297000.


Ricardo III X Ricardo III

Escrita por Shakespeare em 1591, a história do sanguinário vilão capaz de tudo para conquistar o trono da Inglaterra está em cartaz, simultaneamente, em dois endereços. As produções desconversam, mas a concorrência é inevitável. Na do Teatro Ágora, os diálogos flertam com a linguagem erudita, mais próxima do original, e Celso Frateschi (à esq.) está impecável como protagonista. Na Faap, além do elenco de peso encabeçado por Marco Ricca, Denise Fraga e Glória Menezes, o trunfo é a excepcional adaptação de Jô Soares, também diretor da peça. Ele primou pela simplicidade sem roubar a essência do texto. Qual levou a melhor? A do Ágora atraiu 2 600 pessoas, contra os 10 000 que foram ver a peça de Jô, mas na prática há um empate técnico, pois o teatro da Faap tem 4,5 vezes mais assentos que o concorrente. A disputa pela preferência dos espectadores segue até 27 de agosto, quando as montagens encerram a temporada.


Congonhas X Moema

Bons restaurantes, bares aos montes, prédios de alto padrão... Moema, o reduto na Zona Sul conhecido por suas ruas com nome de pássaros e de tribos indígenas, é um dos bairros mais cobiçados da capital. Tanto que ostenta hoje o mais elevado índice de consumo por habitante entre os 96 distritos da cidade – cada morador de Moema tem para gastar quase 10 000 dólares por ano, o dobro da média paulistana. Há quem desembolse parte desse dinheiro em janelas anti-ruído. Das 6 às 23 horas, Moema vive sob o ronco dos aviões. O Aeroporto de Congonhas, instalado ali há 70 anos, é o mais movimentado da América do Sul, com 17 milhões de passageiros e 620 vôos diários. Quando um Boeing aquece seus motores e decola, são 95 decibéis nos ouvidos dos moradores – sendo que o limite estabelecido pela Organização Mundial de Saúde é de 55 decibéis.


João Gordo X Dado Dolabella

A briga entre o apresentador e o ator aconteceu em 2003, mas os dois até hoje fazem de tudo para não se encontrar. Durante as gravações do seu talk-show, Gordo chamou Dolabella de "filhinho de papai", sem levar em consideração que o pai de Dado havia falecido meses antes. O ator se enfezou, quebrou o tampo de vidro da mesa e começou o empurra-empurra. "Não quero mais voltar a ver esse cara", diz João Gordo. "Ele só quer se promover à minha custa."


Wanessa Camargo X Sandy

Bonitinhas, filhas de cantores sertanejos, 20 e poucos anos, artistas. Foram semelhanças como essas que fizeram Sandy e Wanessa Camargo acabar na posição de antagonistas. As duas juram com os belos pezinhos juntos que não são rivais. "Nunca demos motivos para nos tacharem de inimigas", afirma a filha de Xororó. Tudo bem, mas que houve momentos menos cordiais, isso houve. Há dois meses, ambas foram convidadas a lançar seus novos CDs no Domingão do Faustão. Reuni-las no palco, sonho antigo de onze entre dez produtores de televisão, nem pensar. "Temos estilos diferentes. Não teria nada a ver cantarmos juntas", defende Sandy, que se apresentou com o irmão na segunda metade do programa. A "neta de Francisco" entrou e saiu de cena mais cedo nesse dia.


Renée Behar X Juliana Benfatti

Elas já foram amigas de viajar juntas e dividir o mesmo quarto de hotel. De uns anos para cá, entretanto, mal se olham na cara. À frente de seus respectivos antiquários, as especialistas Renée Behar e Juliana Benfatti mantêm a classe. A primeira tem uma loja de 500 metros quadrados na esquina das ruas Peixoto Gomide e Estados Unidos. A segunda, uma galeria em que comercializa também móveis contemporâneos na Rua Sampaio Vidal. Nos bastidores, a dupla cultiva uma disputa pessoal. "Renée às vezes me cumprimenta, às vezes passa como se eu fosse invisível", afirma Juliana. Ela diz que, em 2003, quando abriu um novo espaço, a rival teria mandado funcionários bisbilhotar seus produtos e teria ido pessoalmente conferir os preços. "Meu sucesso a incomoda."

O rei do churrasco acende

Fonte: Istoé Dinheiro

O ex-garçom Arri Coser fez sua Fogo de Chão crescer mais nos EUA do que por aqui. Agora, a operação americana vai financiar a expansão nacional

Quando esteve em uma das filiais texanas da churrascaria brasileira Fogo de Chão, o crítico de gastronomia do jornal “Dallas Morning News” escreveu: “É um restaurante onde você nem precisa pensar no que vai pedir. A comida vem até você.” Foi assim que a rede de restaurantes do empresário Arri Coser conseguiu fazer frente às “steak houses” ao desembarcar nos Estados Unidos, em 1993. Na época, Coser não dava nem bom dia em inglês. Jamais havia pisado na terra do Tio Sam. Mas com um modelo de negócios que agradou em cheio ao consumidor americano — atendimento impecável e carnes de primeira à vontade — o gaúcho de Encantado fez a América. Atualmente, três quartos do faturamento de R$ 150 milhões anuais da Fogo de Chão vêm dos seis restaurantes instalados na nação do hambúrguer. O outro quarto vem das quatro unidades brasileiras. Mas isso por enquanto. Depois de comprar as partes dos dois sócios e assumir a totalidade da operação ao lado do irmão Jair, Coser começa a tirar do papel um plano de expansão tão acelerado quanto o vaivém dos garçons de espeto em punho. “Vou abrir duas novas unidades por ano, cada uma com 300 lugares”, afirma o empresário. Em dez anos, serão R$ 60 milhões em investimentos. A novidade é que o plano contempla uma espécie de volta para casa da rede que cresceu mais no exterior que no Brasil: grande parte das inaugurações acontecerá aqui, começando por Belo Horizonte, que ganhará uma Fogo de Chão até dezembro. Outras filiais nacionais virão, mas, para evitar especulação imobiliária, Coser não revela os locais. “Enquanto o americano faz 60% de suas refeições fora de casa, o brasileiro faz 20%. Mas o costume de comer fora está aumentando por aqui, o que nos dá espaço para crescer”, justifica.

Da Choupana a Washington: A primeira churrascaria (à esq.) e a da capital americana, em um prédio de 1852.
O crescimento da Fogo de Chão, uma empresa de mil funcionários, é fruto do empreendedorismo do ex-garçom Coser e das facilidades de crédito nos EUA. Arri Coser, que seria Ari não fosse o vacilo do escrivão, começou a trabalhar com churrasco aos 14 anos. Abriu sua primeira churrascaria em 1979, economizando salários e gorjetas e um empréstimo do pai, agricultor. A primeira Fogo de Chão era um salão modesto em Porto Alegre, coberto com sapê. Mas já englobava um conceito novo naqueles tempos: o de churrascaria dentro da cidade. O costume era tê-las na beira da estrada. O raciocínio foi simples: em vez de atender basicamente caminhoneiros, ele partiu em busca dos engravatados nos centros financeiros. Essa característica norteia a Fogo de Chão até hoje. “A coisa mais comum é ver presidente de empresa comendo picanha nos meus restaurantes, aqui ou nos EUA”, diz Coser, que nos próximos meses inaugura churrascarias na cidades americanas de Filadélfia e Mineápolis. “Lá fora é mais fácil crescer”, declara. Cada restaurante precisa em média de R$ 3 milhões para abrir as portas, aqui ou nos EUA. A diferença está no financiamento. “Nos EUA os juros são de 6% ao ano.” A taxa, dez vezes menor que a nacional, foi decisiva para a expansão da companhia. “Quanto mais lojas americanas eu abro, mais fácil e barato ficam as condições de empréstimo.” Assim, as operações estrangeiras acabam financiando as novas churrascarias nacionais.

As celebridades são fãs: George Bush pai e o piloto de F-1 Juan Pablo Montoya.
Não foi só o dinheiro barato que contou para o sucesso do grupo. O rodízio a US$ 50 – que chamou a atenção de vips como o ex-presidente americano George W. Bush pai e do piloto de F-1 Juan Pablo Montoya – é, claro, o principal traço da Fogo de Chão. Mas não o único segredo do negócio. Segundo o especialista em churrasco e colunista da revista “Menu”, Leon Dziekaniak, é o atendimento que faz a difereça. “Nos bons restaurantes de carne, a qualidade do churrasco é basicamente a mesma. O trunfo está no atendimento. Uma folha de alface mal lavada pode pôr tudo a perder”, afirma. Mesmo assim, Coser tem cuidado especial com as carnes. Não por acaso, ao empreender nos EUA, ele começou pelo Texas, onde ficam os melhores frigoríficos. O empresário ensinou os cortes brasileiros aos fornecedores e, por contrato, os proibiu de vendê-los a outros clientes por dois anos. Esse zelo com a carne tem outro aspecto interessante. Na Fogo de Chão, cada garçom é responsável por seu corte. Há o garçom da picanha, o da maminha, o da costela e assim por diante. Cada um cuida sozinho do processo completo da arte do churrasco: salgar, assar e servir.
Isso ajuda a entender a cara feia de Coser para o sistema de franquias. “Prefiro crescer com lojas próprias. Só assim fico de olho em tudo”, afirma. A fórmula para ter tudo sob controle, mesmo com restaurantes separados por mil quilômetros de distância, está no treinamento. Todos os mil funcionários passam por 500 horas anuais de treinamento, que inclui noções de boas maneiras e aulas de inglês e enologia. Quando Coser abre um restaurante nos EUA, dos 60 funcionários que atuam em cada filial, pelo menos 20 são brasileiros com experiência em outra Fogo de Chão. “Assim a gente preserva a identidade do restaurante”, ensina. E são todos gaúchos? “É todo mundo do Sul. Do Sul do Ceará, do Sul da Bahia...”, diverte-se o empresário.
1,9 mil toneladas de carne são consumidas todos os anos pelos quase 2 milhões de clientes da rede. Fora as 288 mil garrafas de vinho

Sadia insiste em comprar Perdigão e procura sócios

Fonte: Invertia

Um dia depois de ver sua oferta de compra recusada pela concorrente, a Sadia começou ontem a procurar os principais sócios da Perdigão para tentar reverter a decisão. Na segunda-feira, a Sadia fez uma oferta pública para comprar todas as ações da Perdigão, por R$ 3,7 bilhões.
Com a rejeição da oferta pelos fundos de pensão e pela Weg Participações, principais acionistas da empresa, a Sadia mudou de estratégia e vai manter conversas individuais.
A empresa também ganhou tempo para negociar, já que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), pediu explicações à Perdigão para a rejeição da proposta. Após a entrega dos documentos dos acionistas da Perdigão confirmando a rejeição da proposta, a Sadia terá 24 horas para informar se mantém a proposta nos termos do edital de oferta pública.
Segundo um dos responsáveis pelas negociações, em declaração ao jornal O Estado de S. Paulo, a Sadia tem tido dificuldades para tratar do assunto com os dirigentes dos fundos de pensão, que não estão dando "brecha para a conversa".